segunda-feira, 29 de junho de 2015

New Reflexion #2

Desde que o país entrou em crise e que a taxa de desemprego tem aumentado observo e apercebo-me de que muitas pessoas da minha geração partem e emigram. Algumas que conheço, outras nem tanto, e cujos destinos são países são a França, a Suíça ou a Inglaterra (entre outros menos notórios).
Vindo eu de um deles e segundo os meus conhecimentos estes países (acima referidos) são países que, a meu ver, começam a estar bem saturados de emigrantes. Todos nós sabemos que o nosso país não é o único a fazer face a esta crise, nem é o único em que a nova geração não consegue ter sonhos nem futuro "garantido". 
Muitas são as pessoas a fugirem do próprio país à procura de melhores condições de vida, de um futuro mais estável e certo. 
Por isso eis as minhas questões: "Até que ponto é que estes países não estão já demasiado saturados? E quando isso acontecer, para onde poderemos nós partir quando estes países já não serão uma segunda hipótese para nós?"
Basta percebermos quando ouvimos notícias como a que houve em relação à Suíça: Decidiu fechar as portas durante um determinado período de tempo.
E se todos eles fizessem o mesmo? Como seria?
...
Algumas sugestões de destinos?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Prometo amar-te, Kim & Krickitt Carpenter com Dana Wilkerson, Editorial Presença


"Kim e Krickitt conheceram-se por mero acaso, através de um contacto telefónico, em 1992. Em abril de 1993, encontraram-se pessoalmente pela primeira vez. Cada um à sua maneira, ambos sentiram que era como se sempre se tivessem conhecido. E cedo se aperceberam de que queriam passar a vida juntos. Entre as muitas afinidades que os aproximavam contavam-se o amor pelo desporto e uma fé religiosa profunda e intensamente vivida. A 18 de setembro de 1993, uniam os seus destinos na Scottsdale Bible Church, em Phoenix, no Arizona. Mas a vida é cheia de surpresas e, menos de dez semanas mais tarde, um brutal acidente rodoviário iria pôr à prova o amor do jovem casal e a coerência dos votos que tinham proferido. Contudo, isso seria tão mais difícil quanto Krickitt perdera definitivamente a memória do tempo que antecedeu o casamento, e por isso não sabia que em era aquele homem que dizia ser seu marido e que ela agora sentia quase como um intruso na sua via. Este livro é o relato de uma história verídica, que comoveu toda a América e inspirou um filme, The Vow, que estreou em 2012 e foi um estrondoso êxito de bilheteira. O filme esteve também nas salas de cinema em Portugal, com o título Prometo Amar-te."

O livro foi-me oferecido e o que me despertou maior interesse foi o facto de ser baseado em factos verídicos.
É incrível como, por vezes, a vida nos reserva surpresas e nos põe à prova nas alturas que nada indicava que algo aconteceria, ou seja, quando menos o esperamos.
Por esta razão gostei e pela incrível luta que um drama como este pede ao Homem. 
No entanto, não gostei da escrita em si, o relato nem por isso me fascinou. A linguagem e o vocabulário empregues na obra são de nível básico, é uma linguagem corrente e se há algo de que aprecio particularmente num livro é de saber que posso aprender e enriquecer o meu vocabulário.
O que não acontece neste tipo de literatura.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

#NewReflexion

Bem...já lá vai mais de um ano quando criei este blog...
Apesar de ter deixado passar o tempo nunca me esqueci por completo que o tinha criado, de vez em quando lá me recordava.
Na altura abri-o porque já tinha um blog mais dirigido a moda, beleza, literatura, música, entre outros temas. Um blog que, no fundo, era mais um diário. Nunca realmente trabalhei muito nele. Escrevia conforme me apetecia. Neste o objetivo era diferente, era mais numa de partilhar a minha experiência enquanto desempregada. O azar fez que muito pouco tempo depois de o ter criado encontrei um trabalho (temporário) e através do qual consegui outro, mais relacionado com a minha área, ou seja, Moda e Beleza.
Hoje já estou há um ano a trabalhar e a minha visão das coisas mudou...bastante até.

Há algum tempo apeteceu-me de novo escrever uma reflexão aqui, escrevi-a mas não a publiquei...

Foi quando comecei a aborrecer-me deste novo trabalho. 
Continuo aborrecida e desde então tenho andado a pensar no que poderia fazer para remediar. Ainda sou nova, tenho muito ainda por viver e não me parece que já tenha aprendido tudo o que tinha para aprender.

Para poder ser mais específica, com os meus 20 e poucos anos apetece-me mudar completamente, porque sinto que a minha área já não me satisfaz. Desde pequena que me interesso por moda e beleza, comecei muito cedo a pintar as unhas, quando era adolescente lia e rasgava as paginas de moda, beleza e dicas das revistas, aos 15 anos fui trabalhar para um cabeleireiro onde ganhei ainda mais gosto pela área. Antes mesmo de tirar o curso de maquilhagem já sabia muitas dicas e truques, precisava era de técnica, segui então para um curso de Coordenação e Produção de Moda que adorei, onde aprendi imenso sobre a área e onde descobri mais sobre mim e as minhas capacidades...
Mas hoje estou farta, já não tenho o mesmo interesse que tinha dantes, sinto que tenho outras capacidades e que essas capacidades, poderão levar-me mais longe.

Todos os dias levanto-me sem grande vontade de ir trabalhar, porque hoje tenho emprego mas não tenho trabalho. Grande parte dos meus dias são passados esperando que um cliente apareça e que necessite dos meus conhecimentos. Mas hoje, visto a situação, que parecia estar a melhorar ligeiramente e que afinal está longe disso, faz com que as pessoas queiram ver para dar comida aos olhos mas que dispensam dos meus serviços porque de toda a maneira não vão querer levar nada. 
Não que elas tenham culpa do que está a acontecer, mas nota-se muito bem no comportamento delas quando podem e quando já não.
Também sinto que este mercado está saturado...

Há pouco tempo tive acesso a uma oportunidade, ainda na área, que não recusei porque sabia que mesmo que não durasse iria aprender algo com ela. Mas não foi o suficiente para voltar a despertar o meu interesse, longe disso.

Não me posso queixar de ter tido oportunidades mas queixo-me de não poder evoluir através delas e queixo-me de mim mesma, por permanecer insatisfeita quando, na minha opinião, poderia já estar (por várias razões). Mas ao mesmo tempo fico feliz, porque isso só me indica que não me contento com o que tenho e sim, continuo com essa ânsia de ir mais além e principalmente de ir tatear outros terrenos.
Sempre amei a polivalência e pelos vistos continuo a desejá-la.