segunda-feira, 6 de julho de 2015

New Reflexion #3

Exemplo 1:
"- Bom dia! Estes artigos estão em promoção?
  - Bom dia, não minha senhora.
  - E estes?
  - Sim minha senhora, estão com 40% de desconto.
  - Só??"

Exemplo 2:
"- Desculpe, mas quanto é que custa este cinto?
  - Está a 8€.
  - Já com desconto?
  - Não, este sinto não tem desconto.
  - Ah... está bem, obrigada" (e vai-se embora)

Exemplo 3:
"- Está tudo com 50% de desconto?
  - Não, apenas os artigos assinalados.
  - E este aqui? Não tem?
  - Não, esse não.
  - Mas deveria de ter. Ok, obrigada pela atenção."

   Estes são uma pequena síntese de todas as conversas que se tem com um cliente. 
Não quero mentir, mas devido à concorrência que faz promoções de quase 50% logo no início do lançamento da nova coleção, estas conversas têm sido o prato do dia.
    E posso dizer que não são pouco os clientes que entram a perguntar pelas promoções e saiam quase logo. 
    Como aprendi em Marketing, tenho de entender a perspetiva do cliente e obviamente  que se tiver a possibilidade de comprar um artigo mais barato  (e de preferência com minimamente de qualidade) num sítio, não me irei dirigir na casa do vizinho onde a promoção não é tão atraente. No entanto, enquanto entidade vendedora, na perspetiva de que quer ganhar lucro, fico indignada por me perguntarem apenas pelas promoções da nova coleção, quando ela acabou de sair. 
   Certo, um cliente não é obrigado a adivinhar mas quem é regular e que vem ver (praticamente) todos os dias as novidades, irá saber quais os novos artigos, e como é de esperar, não terão desconto nenhum. 
    Nisto tudo sou uma mera aprendiz, mas a verdade é que quando um produto tem desconto e acabou de ser posto na prateleira, desculpem-me que vos diga, mas estão a ser enganados. 
    Porque não me parece que queiram perder assim tanto lucro. Ou o desconto é mínimo ou o preço com desconto é afinal o preço original de P.V.P.
    
    Atenção que apenas estou a constatar este facto em relação a artigos de higiene, vestuário, calçado, entre outros, que pertençam à categoria de bens supérfluos. No que toca aos bens de primeira necessidade como a alimentação, o processo é diferente tendo em conta que entram fatores como a data de validade.


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